quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto - No Cine Mosquito 62.

Um dos maiores poetas da literatura brasileira, João Cabral de Melo Neto, será mostrado hoje, no Cine Mosquito, que, em caráter especial, integra a ultima programação do POESIA DE CENA, com belos audiovisuais poéticos.

Uma animação de encher os olhos: "Morte e Vida Severina", uma experiência
inesquecível, no Cine Mosquito 62
Morte e Vida Severina, é um Auto de Natal Pernambucano, escrito em 1956, por um dos maiores poetas da literatura Brasileira. João Cabral de Melo Neto, que teve uma trajetória brilhante pela poesia brasileira, até sua morte, em outubro de 1999, próximo a completar 80 anos de idade. Desde que tive meu primeiro contato com a obra deste mestre, dediquei parte de minha paixão por poesia, lendo tudo o que era dele. Inclusive fui ator na montagem desta peça, feita pela Facha - Faculdade Helio Alonso, com Direção de Sady Bianchin, por volta de 2002, se não me falha a memória.
Na década de 80, a Rede Globo lançou um belíssimo especial com a atriz Tânia Alves e o impagável José Dumont, direção de Walter Aavncini. Um trabalho memorável, sem dúvida, um dos mais belos momentos da Televisão Brasileira. Na década de 90, tive o privilégio de ir a três conferências para assistir ao grande poeta João Cabral, eu era, então, um mímico solitário, cansado de viagens e privações quixotescas que vagava anonimamente por cidades brasileiras. A primeira vez que vi o poeta foi por volta de 1993, no fundão, na Ilha do Governador. Depois, assisti uma outra palestra sua no auditório do CCBB e uma terceira, num evento chamado "A Enciclopédia do Século", organizado por Waly Salomão, no mesmo dia em que estiveram presentes na mesma mesa Johan Ashbery, Joan Brosa e João Cabral.
Sempre apaixonado pela obra do mestre, um dia, eis que ganho de presente do poeta e amigo Henrique Selani, um belíssimo livro em quadrinhos desenhado por Miguel Falcão e um filme 3D incrível, dirigido por Afonso Serpa. Sempre quis passar este filme no Cine Mosquito, faltava apenas o momento. O tema, vem a calhar, e João Cabral é, justamente, o poeta que tinha que fechar, com chave de ouro, a proposta do POESIA DE CENA.

JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO

Um dos fortes nomes de sua geração, o poeta
nascido em 1968. Liberta a poesia da garganta
e faz a platéia chorar.

Já o poeta alagoano, José Inácio Vieira de Melo, conheci em 2012, na cidade de Macapá, no Amapá por ocasião da FLAP - Feira do Livro do Amapá. Fiquei encantado com sua palavra poética. Tivemos uma feliz coincidência de agendamento e pudemos, durante as idas e vindas para falar de literatura aos estudantes da cidade de Macapá, conversar sobre nossa produção poética. Foi incrível poder ver um poeta com uma palavra e voz sonora, declamar para uma juventude sedenta e apaixonada por poesia. Palavras fortes e belas que até hoje ecoam como energia criativa, em mim.
Escolhemos para passar 4 pequenos filmes onde o poeta declama versos com uma autenticidade e originalidade incrível. Audiovisuais que a muito venho acompanhando pelas redes sociais e que, agora, vão estar presentes no CINE MOSQUITO 62.

THIAGO DE MELO NO TEATRO POESIA DO GRUPO 
"Operários do Teatro Brasileiro"

Um dos mais produtivos grupos de teatro da nova geração do teatro
Cabofriense, os "Operários do Teatro Brasileiro" farão a performance
"O Estatuto do Homem" inspirado no poema homônimo de Thiago de Melo.

Um dos maiores mestres da poesia brasileira, o poeta Thiago de Mello, nascido no amazonas, em 1926, hoje está com 90 anos de idade e goza de saúde. Ainda declama seus poemas embora já não viaje mais para lugares muito distantes. Seu clássico "Estatutos do Homem" estará em cena com o grupo OTB - Operários do Teatro Brasileiro, que fará a terceira apresentação da cena que foi uma provocação feita por mim, ao grupo. Provocação aceita, Yasmim Quintanilha, Lucas Cedro e Igor Quintanilha, encararam o desafio em transformar um dos mais importantes poemas da literatura brasileira, numa cena teatral breve e inesquecível.

HENRIQUE SELANI SILVA

Nataha Carvalho e Alex Pinheiro - Dão vida ao poema "Chamamento da Musa",
de Henrique Selani Silva.
O professor do IFF de Cabo Frio, Henrique Selani, tornou-se um cultuado poeta da região. Com uma palavra forte e sonora, Henrique passou a escrever seus poemas apenas como exercícios de arte-terapia, mas foi além e acabou descobrindo uma linguagem que tem grande força no palco. 
Os atores iniciantes do IFFCENA - Teatro de Escola, Natasha Carvalho e Alex Pinheiro, criaram uma cena poética com o poema "Chamamento da Musa", o resultado é uma bonita e estética abordagem, no palco, de um trabalho que enche de paixão e tesão, os amantes da poesia.

Jiddu Saldanha - Blogueiro

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Cine Mosquito 61 - Uma homenagem a Domingos Montagner

Dentre suas obras e aparte sua fama como artista global, Montagner foi um palhaço que exerceu o ofício com devoção. Em homenagem a ele, o Cine Mosquito fará a exibição do filme "A noite dos Palhaços Mudos", de Juliano Luccas. Certamente, um momento que viveremos com muito amor. Saiba mais sobre este filme incrível, assista ao Making Off e perceba o cuidado da
produção e a força criativa de cada momento deste filme incrível e muito importante 
para a arte da palhaçaria, no Brasil.



Vivendo momentos e navegando nessa nave mãe chamada terra, todos de algum modo, caminham em direção à morte. Morrer é um sentido que talvez explique, de fato, a vida. A razão de nosso existir mais pleno, a forma como pulsamos para a vida e a maneira como caminhamos, em direção a nossos objetivos, nossos delírios, nossos sonhos.
O mundo de um verdadeiro palhaço, com desfecho trágico, pode ser uma metáfora de nossa dor, de nossa existência, de nosso caminhar e respirar cotidiano. Domingos, de alguma forma, deixa sua marca para sempre, aderente em cada coração que teve a honra e o prazer de contemplar sua vida artística e suas criações poéticas.



Embora não tenha acompanhando sua vida artística na TV, lembro-me apenas de tê-lo visto, nos anos 90, peregrinando pelos teatros e eventos artísticos em algum lugar do Brasil. São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, talvez. O fato é que a gente reconhece um colega de profissão mesmo não sendo amigo no sentido mais presencial. Saber-se portador de sonhos que se aproximaram e que de alguma forma se uniram, é a razão maior desta pequena homenagem da Cidade de Palhaços a este grande artista.
Sendo assim, só me resta saudar este grande artista com a frase preferida de um outro palhaço incrível, o "Café Pequeno", de Richard Riguetti: Para Domingos Montagner peço a todos, UMA SALVA DE RISOS...

Jiddu Saldanha - Blogueiro

Cine Mosquito 61 - Uma homenagem a Domingos Montagner

Dentre suas obras e aparte sua fama como artista global, Montagner foi um palhaço que exerceu o ofício com devoção. Em homenagem a ele, o Cine Mosquito fará a exibição do filme "A noite dos Palhaços Mudos", de Juliano Luccas. Certamente, um momento que viveremos com muito amor. Saiba mais sobre este filme incrível, assista ao Making Off e perceba o cuidado da
produção e a força criativa de cada momento deste filme incrível e muito importante 
para a arte da palhaçaria, no Brasil.



Vivendo momentos e navegando nessa nave mãe chamada terra, todos de algum modo, caminham em direção à morte. Morrer é um sentido que talvez explique, de fato, a vida. A razão de nosso existir mais pleno, a forma como pulsamos para a vida e a maneira como caminhamos, em direção a nossos objetivos, nossos delírios, nossos sonhos.
O mundo de um verdadeiro palhaço, com desfecho trágico, pode ser uma metáfora de nossa dor, de nossa existência, de nosso caminhar e respirar cotidiano. Rodrigo, de alguma forma, deixa sua marca para sempre, aderente em cada coração que teve a honra e o prazer de contemplar sua vida artística e suas criações poéticas.



Embora não tenha acompanhando sua vida artística na TV, lembro-me apenas de tê-lo visto, nos anos 90, peregrinando pelos teatros e eventos artísticos em algum lugar do Brasil. São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, talvez. O fato é que a gente reconhece um colega de profissão mesmo não sendo amigo no sentido mais presencial. Saber-se portador de sonhos que se aproximaram e que de alguma forma se uniram, é a razão maior desta pequena homenagem da Cidade de Palhaços a este grande artista.
Sendo assim, só me resta saudar este grande artista com a frase preferida de um outro palhaço incrível, o "Café Pequeno", de Richard Riguetti: Para Rodrigo Montagner peço a todos, UMA SALVA DE RISOS...

Jiddu Saldanha - Blogueiro

sábado, 17 de setembro de 2016

Filme Theresa Jessouroun concorre ao prêmio NETFLIX

Uma das grandes cineastas da atualidade, tHERESA JESSOUROUN, vem criando uma obra espetacular. sEUS FILMES SÃO CONTUNDENTES E, SEM DÚVIDA, AJUDAM NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR.


Seu filme "À Queima Roupa" ganhou o prêmio de melhor documentário no Festival do Rio, em 2014. Com uma carreira sólida e dedicada ao cinema, Theresa é parte do orgulho do cinema nacional. Tivemos a honra de exibir por três vezes consecutivas, seu filme "Dois Mundos", que conta uma história incrível sobre transplante coclear, envolvendo o mundo incrível de surdos que voltam a escutar. 
Outro filme incrível é o "Clarita", onde a atriz Laura Cardoso intepreta a mãe da própria cineasta e assim vai narrando vivencialmente os efeitos do Alzheimer, doença degenerativa que vai levando a memória e a vida do enfermo. 
Filmes que trazem grande contribuição social e narrativas que mostram a realidade brasileira sob diversos focos. É isso aí, o Cine Mosquito recomenda seu voto nesta cineasta incrível que ainda nos dará muitas histórias de presente...

Veja aqui uma entrevista da própria cineasta sobre o filme






À QUEIMA ROUPA

Brasil | 2014 | Documentário | 90 min

Direção: Theresa Jessouroun
Roteiro: Theresa Jessouroun
Produção: Theresa Jessouroun, Alberto Flaksman, Leonardo Edde, James Darcy
Fotografia: Walter Carvalho, Bacco Andrade, Fabricio Tadeu
Montagem: Theresa Jessouroun , Idê Lacreta
Música: Tim Rescala
Som Direto: José Louzeiro, Valéria Ferro
Edição de Som: Simone Petrilho
Em 1993, o Rio de Janeiro presenciou um dos maiores cenários de violência na Chacina de Vigário Geral. O documentário investiga a violência e a corrupção policial praticadas na cidade nos últimos 20 anos. Entrevistas marcantes com vítimas e familiares apresentam uma dura e brutal realidade, representadas por imagens de arquivo e cenas reconstruídas pela equipe de filmagem.


Conheça outros filmes de Theresa  Jessouroun

Dois Mundos

CLARITA


Jiddu Saldanha - Blogueiro

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Cine mosquito 60 - Cabo Frio invade o próprio território.

Para quem reclamava que o Cabo Friense não fazia seu próprio cinema, que só queria saber de lotar sessões com filmes americanos e das grandes metrópoles brasileiras, se enganou feio. Agora é preciso disputar a ombros um espaço para o cinema de fora ser exibido no cine-clube local. Isso mesmo, o Cine Mosquito - 60 é a prova de que estamos cada vez mais perto de dar a grande virada do cinema local.


Quando o Cinema Nacional é Local.

Yuri Vasconcellos mostra seu filme - "Sombras do Tempo",
totalmente rodado em Vitória - ES
Ha bem pouco tempo atrás, quem frequentava cine-clube só ia se tivesse filmes franceses da década de 60. Fora isso, você tinha que passar algo para entreter os leigos, que aparecia de paraquedas e queria ver o ultimo lançamento de hollyood e, os apaixonados por "cinema nacional" que só ficavam se fosse um filme com o Tony Ramos. Se você quisesse "tirar onda", tinha que passar o "Cão Andaluz", um filme dos anos 30, e aguentar 7 intelectuais na platéia falando uma linguagem rebuscada e dando um jeito de dizer, em algum momento, que esteve de passagem pela Espanha e que adorou Paris. Agora, isso mudou.
O Cine Mosquito vive apertado. Muitos jovens, falando de cinema e as sessões estão cada vez mais longas, dessa vez a dificuldade é conseguir pauta para filmes internacionais e nacionais de outras regiões que não seja o próprio interior do estado do Rio de Janeiro. Isso mesmo, já exibimos filmes de praticamente todos os municípios fluminenses, sem falar das grandes capitais. Estudantes de cinema, das principais escolas do país, já passaram pelo Cine Mosquito. Até o cineasta Daniel Schor, quando voltava de Cuba, doou uma coleção inteira de filmes cubanos para nosso acervo.

Gabriela Conde - Captando imagens para seu filme: "Pietra", convidado do
cine mosquito, 60
Jovens e adolescentes hoje, encontram portas abertas no Cine Mosquito para mostrar seus experimentos criativos e suas invenções artísticas pelo caminho do audiovisual. Muitos começaram como alunos do OFICENA - Curso Livre de Teatro do Teatro Municipal de Cabo Frio, como por exemplo, o jovem Jean Monteiro, que criou a Cumi Você Procuções e começou a realizar filmes divertidos com tecnologia de baixa resolução e com um resultado impressionante. Os jovens da UVA - Universidade Veiga de Almeida, também, encontraram no cine mosquito, uma vitrine para seus belíssimos experimentos audiovisuais. Hoje, o cine clube dispõe de um acervo local de mais de 100 filmes, tendo passado todos, nos ultimos 2 anos sem precisar repetir.
Talento da Nova Geração de poetas de Cabo Frio,
Miguel Lima participa do curta "O Movimento do Silêncio",
todo filmado no Rio de Janeiro em co-produção com um
pessoal da UFF.
Certa vez a jovem Nina Coelho, que frequenta o Cine Clube ha mais de 2 anos, deu um puxão de orelha na equipe dizendo a seguinte frase "a gente não vê filme indígena em qualquer cinema, e quando chega aqui e vocês não passam, eu tenho vontade de gritar"... Graças a essa frase, decidimos dar destaque para o cinema étnico com foco no Cinema Indígena e Africano, o resultado impressionou a própria curadoria do Cine Clube. Tem expectador que já chega fazendo direto a pergunta "qual é o filme indígena de hoje"?
A programação do Cine Mosquito 60 trás uma gama de filmes locais com muita diversidade, por exemplo, Yuri Vasconcellos atua num belíssimo filme feito em Vitória - ES, um filme reúne nomes pesados do cinema nacional além da preparação de elenco de Gutti Fraga, do grupo Nós no Morro e direção de Edson Ferreira. Já Miguel Lima, um conhecido poeta da Cidade, fez um filme com uma equipe formada com amigos da UFF - Niterói. Trouxe de lá um belíssimo experimento, verdadeiro exercício criativo de um fazer para o audiovisual. 
Nathally Amariá - Curadoria de artes
visuais para o "Varal do Beijo"!
Outro trabalho incrível é o do núcleo de pesquisa científica do IFF - Cabo Frio, jovens que, direto do laboratório de física daquela escola, se reúnem e gravam filmes para mostrar como certos experimentos científicos são feitos para criar uma conexão entre a física, e o grande público. Uma novidade que também está somando no Cine Mosquito 60 é a diretora Gabriela Conde, estudante de teatro do OFICENA que filmou e editou um filme muito curioso sobre a vida de uma mulher, dona de casa, chamada Pietra, que deseja ser atriz. O filme mostra a realidade de uma pessoa simples que vai dando seu jeito, até conseguir chegar ao estrelato. Realmente uma lição de vida.
Para completar essa salada de possibilidades audiovisual, o Cine Mosquito 60 traz também um pouco da filmografia de Curitiba, através do filme "Uns Braços" do diretor Luciano Coelho. Além de muita diversão como Mímica de Filme, Muita poesia.
O Varal do Beijo, sebo de livros para doação, troca e venda, além da presença de poetas consagrados da região como: Miguel Lima, André García, e tantos outros artistas que marcam presença no cine clube mais antigo de Cabo Frio, em atividade ininterrupta, desde 2008. Muita arte local, muito conceito, diálogo e discussões no entorno da construção do caminho pelo audiovisual em Cabo Frio e região dos lagos, no Rio de Janeiro. Juntar pessoas das novas e antigas gerações, tem sido um desafio muito bem enfrentado pelo Cine Mosquito, que procura fazer uma leitura de tudo o que acontece em se tratando de descobertas e desafios que só a arte pode proporcionar.

Varal do Beijo

Rapha Ferreira, convidado para
participar do "Varal do Beijo"!
Completando 2 anos de participação no Cine Mosquito, o Varal do Beijo é uma criação da atriz e estudante de artes visuais, Nathally Amariá, que resolveu completar nossa equipe trazendo, de forma discreta o seu "Varal do Beijo", que hoje, já completa 2 anos de presença no cine mosquito. A idéia nasceu dentro do OFICENA e, embora o varal acaompanhace todos os eventos do curso livre de teatro, Nathally começou a levar essa idéia para o Cine Mosquito de onde conquistou fidelidade e possibilidade de crescer, mostrando seu trabalho como curadora. A princípio a idéia era apenas expor material mas, agora, no Cine Mosquito 60, Nathally Vai criar o  primeiro Varal exclusivo de  um Convidado, a idéia será inaugurada com o trabalho de Rapha Ferreira.
Desde 2008 o Cine Mosquito vem se reinventando mas também, procurando construir formas de se relacionar com artistas e público em geral, a presença de convidados e participantes espontâneo, tornam o evento cada vez mais mágico e focado no elemento principal de sua fundação: Supreender.

Um curta teatral no meio de curtas cinematográficos.

Yuri Quintanilha e participará como convidado com seu solo
teatral "Sabrina 24", Sucesso no Fest Solos III
Quem acompanha a história do Esquete teatral no Brasil, sabe que o gênero sempre foi relegado, mas ganhou mais espaço a partir da década de 90, quando grandes festivais de teatro começaram a surgir focados nesta forma de expressão. O Esquete tem a vantagem de se adequar a vários ambientes, é mais barato e mais fácil de transportar. Cabo Frio, se destacou nessa modalidade de teatro, por sediar um dos mais importantes festivais do gênero, o FESQ, que já completou 14 anos de idade.
Foi a partir do FESQ que surgiu, também, uma outra modalidade de esquete, que é o solo teatral, um tipo de expressão que tem, no Brasil, grandes nomes como Júlio Adrião, Mariana Jacques, Karol Schittini e Denise Stoklos. O Solo teatral é um gênero de teatro altamente desafiador para o ator. Em Cabo Frio, este gênero começou a ser mais divulgado a partir de 2014, quando foi criado o Fest Solos, um festival de teatro voltado apenas para cenas curtas e com apenas um ator no palco. 
O Cine Mosquito, agora, virou point, também, de artistas solos que gostam de mostrar seus trabalhos. Suas cenas são encaixadas entre os curtas audiovisuais e simplesmente estão agradando o público que já começa a vier com o intuito, também, de saber qual é o ator da vez que vai participar do curta teatral entre os curtas cinematográficos.

SEJA BEM VINDO




PROGRAMAÇÃO

Nossa sessão de cinema étnico tem feito muito sucesso com a exibição de cinema indigena, hoje abriremos com o filme da tribo Kuikuro, e logo em seguida o evento segue, com um intervalo para vocês curtirem o bar do Usina 4 e recitar mais poemas com a gente além de curtir muito audiovisual de qualidade.

A Manejo da Câmera (Tribo Kuikuro) - 17:08min
Projeto Vídeo nas Aldeias

Uns Braços  - 20:03min.
Direção: Luciano Coelho

Paleolito - 06:13min.
Direção: Ismael Lito e Ismael Calegário

Nuvem Engarrafada - 04:33min.
Direção Coletiva:  Núcleo de pesquisa de Física do IFF - Cabo Frio

Pietra - 13:54min.
Direção: Gabriela Conde

O DIRETOR - 08:51min.
Direção: Karine Ribeiro, Miguel Lima e Pedro Ruback

Sombras do Tempo - 15:11min.

Direção - Edson Ferreira

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Uma Equipe que dá Certo.

Reunidos desde que o Cine Mosquito fez sua retomada na Casa Scliar, aos poucos, formamos nossa equipe. Hoje, no espaço USINA 4, o grupo está descobrindo o mistério por trás de um trabalho minuscioso, que envolve, um cineclube. Parabéns para a equipe. Errar e acertar são as duas faces de uma única moeda: O Sucesso.

Junto com Ravi Arrabal, gerente do espaço USINA 4 que acolheu o Cine Mosquito. A equipe unida pelo ideal de levar cinema de qualidade e independente, para o público de Cabo Frio.

Lembro como se fosse ontem, os primeiros momentos em que a Nathally Amariá, apareceu no Cine Mosquito, simplesmente colocou a mão na massa. Organizou a entrada do público, varreu o espaço, foi buscar água para os convidados e sugeriu um montão de idéias; todas foram aceitas. E o convite para participar do nosso cineclube foi inevitável. Batalhamos juntos desde o final de 2014. Em 2015, ainda na Casa Scliar, apareceu a Manuella Ellon, fez logo um bonito banner e caprichou nas fotos. Começou a pensar uma identidade visual e se apaixonou pelo Cine Mosquito. Ajudou a consolidar a marca.
Celso e Jean, já eram frequentadores desde o final de 2014. Mas foi no espaço USINA 4 que comecei a prestar atenção neles com mais cuidado. Bastava dar algum problema e lá estavam os dois, sempre na boca do gol, ajudando a "apagar incêndio". Pessoas assim, são valiosas para um projeto como o Cine Mosquito, necessitamos de ajuda, de apoio, mas não podemos simplesmente ficar achando que só isso basta. Com todos efetivados na equipe, surge novas demandas; as possibilidades de crescimento vem para todos. 
Embora o Cine Mosquito sobreviva desde 2008, só agora, 8 anos depois, podemos dizer que temos uma equipe de verdade. Um time unido que vai alavancar nossas atividades e contribuir para que possamos, cada vez mais, proporcionar cinema de qualidade e alternativo para quem ama compartilhar momentos de amor pela arte da telona. A nova equipe já é uma marca do nosso movimento, quer irá culminar na primeira premiação alternativa para cinema, de Cabo Frio. O prêmio "Mosquitão", aguardem para breve.

Uma equipe que deixou saudade.

A primeira tentativa de formação de equipe do Cine Mosquito não foi em vão.
A dedicação de uma galerinha que sempre deu valor e amou nosso espaço, 
simplesmente inesquecível.
Mas muito antes de pensarmos numa equipe definitiva, é bom lembrar de um doce momento vivido no Cine Mosquito, quando realizamos na Casa Scliar. A presença de Cristal Gabetto, Ludmila Galván e Cleiton Fernandes, deixou uma saudade no nosso cineclube. Jovens estagiários que se dedicaram ao Cine Mosquito enquanto puderam, entretanto, a vida de estudante e as transições da juventude os levaram para outras direções, mas não sem deixar a marca de seu coração amigo e sua dedicação ao nosso tão querido espaço para a expansão da arte na telona.

(Jiddu Saldanha - Blogueiro)

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Alvíssaras, Hector Babenco!

A notícia da morte de Hector Babenco tem impacto profundo na filmografia brasileira, argentina e mundial. Falar deste cineasta, significa percorrer um mundo onde a dignidade é o foco. Sua obra, deixa marcas no coração da gente!

Babenco, talvez o cineasta que mais apreciei a obra...
Minha geração cresceu falando de um dos grandes orgulhos do cinema nacional, o filme "Pixote - A Lei do Mais Fraco", embora Marilia Pêra já fosse um dos grandes nomes da TV e Teatro Brasileiro, foi no filme "Pixote", que ela alcançou a verdadeira notoriedade como atriz de primeiro time. O segredo era um cineasta argentino (a Argentina produz um dos melhores cinemas do mundo). Babenco naturalizou-se Brasileiro  - fez isso antes do Mercosur existir - porque ficou emocionado com nossa realidade e queria transpô-la para a telona.
Talvez seja o cineasta de quem mais vi a filmes. Lembro da emoção que foi, sair do cinema após assistir "Pixote - A Lei do Mais Fraco", o cine Plaza, em Curitiba, estava lotado, numa época em que o brasileiro atingia o auge de sua rejeição ao cinema nacional. No entanto, "Pixote" ficou várias semanas em cartaz e foi, no mesmo ano, o filme de maior bilheteria, batendo, inclusive as produções estadunidenses...
Um filme incrível e inesquecível, adaptado
da obra de um gênio da literatura, o argentino
Manuel Puig.
Prefiro não dizer a ordem de sua filmografia, mas falar da emoção de ter assistido cada um de seus filmes, por exemplo "O Beijo da Mulher Aranha", uma produção brasileira e estadunidense, não só, deu o óscar de melhor ator ao, então, Willian Hurt, como também, consolidou a carreira da atriz Sônia Braga. Mais do que isso, foi um filme que lavou a alma dos prisioneiros políticos. Lembro-me que quando vi este filme, eu estava estava com 20 anos de idade e era 1985, eu trabalhava numa fábrica de lâmina para compensados de assento de cadeira, e convenci um amigo, crente, a ir comigo. Esse amigo, hoje um dos grande teatrólogos de Curitiba, me contou que depois que viu esse filme, nunca mais odiou o cinema nacional e, de quebra, abandonou o fundamentalismo e a ignorância imposta por um certo conceito religioso.
Já em "Brincando nos Campos do Senhor" despertei minha visão em relação aos índios e o que estava acontecendo com a amazônia. O filme, de um pessimismo crítico, era uma produção ousada e mostrava a realidade indígena do Brasil, e, mesmo sendo uma produção capitaneada pelos EUA, era uma visão clara e uma mensagem precisa sobre a invasão das culturas ribeirinhas e amazônidas, pelos pregadores cristãos de linha pentecostal. Um filme avassalador que me fez ver bem longe, tanto que hoje, no Cine Mosquito, nós temos uma cessão especial só para filmes feitos por cineastas indígenas.
Nos anos 90, vi o filme "Carandirú", e fiquei impressionado com a performance do ator Luis Carlos Vasconcelos, que também é palhaço. Mostrando sua profunda vocação para o cinema. Eu já o havia assistido no filme "O Baile Perfumado" , de José Lirio e Paulo Caldas, e estava maravilhado com sua performance no cinema. "Carandirú", embora tenha destacado o ator Rodrigo Santoro, foi também onde vi, pela primeira vez, o glorioso ator Gero Camilo, para mim, um dos melhores e que tive a honra de ver em outras produções e que conheci, pessoalmente, por volta de 2005. 
Enfim, Hector Babenco, para mim, é um dos mais fortes nomes do cinema nacional e latino. Sua obra vai ficar para sempre, e marcou uma época. Hoje, sabendo de sua morte, não poderia deixar de fazer esta homenagem singela a este que foi um monstro sagrado das artes. Espero que as novas gerações não percam tempo e corram para conhecer sua obra. Babenco não só é motivo de orgulho; ele é, também, um archote, desses que brilham nas trevas do mundo injusto que vivemos.

Jiddu Saldanha - Blogueiro

Veja "O Beijo da Mulher Aranha" completo. Recomendo...