sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Cine Mosquito 43. Momento inesquecível.

Uma experiência incrível, vivida no Cine Mosquito 43, foi juntar várias tribos da arte e juntos, dividirmos um único delírio que é o cineclubismo. Dessa vez, com mais dois filmes do projeto Cinema Possível, pudemos, juntos, perscrutar, através do audiovisual, um pouco daquilo que a guerrilha cultural vem fazendo pelo brasil afora, através da Mala da Fama e especificamente em Cabo Frio, através da prática do Jongo.
A casa Scliar estava lotada e os participantes vivenciaram diversas ações interativas e participativas, uma delas foi ver/ouvir o poeta cabofriense Miguel Lima, que experimentou muito da sua linguagem e trocou idéias com o coletivo de artistas espontâneos, da nova geração, que compareceram, quase um ritual de batismo. É o Cine Mosquito que, 7 anos depois de sua fundação, parece estar navegando pelas águas do público, quando um evento identifica seu público, começa a ter mais responsabilidades e é disso que que queremos falar.
O Cine Mosquito, mais que um Cine Clube itinerante é também uma forma de ativismo cultural. Trazer os jovens para o universo reflexivo/participativo e não só contemplativo do cinema, é uma forma de gerar/criar novas demandas artísticas e contemplar, de forma continuada, a presença ou fixação das novas gerações que querem "sair da casca do ovo" e protagonizar o viver e fazer artístico, dando um basta no incômodo e às vezes cômodo respirar cotidiano.
O filme "No Ritmo do Jongo" mostrou o que rolou entre os anos 2011 e 2012 durante as reuniões do Núcleo de Cultura popular da TRIBAL, poder mostrar uma história recente e que irá se repetir (pois o núcleo continua em plena atividade) é uma forma de trazer o público para o convívio com a cultura genuína advinda desde os tempos em que o Brasil ainda escravizava os negros. O jongo mostra que hoje, é uma cultura vigorosa a patrimônio imaterial de uma nação, atualmente, não só através dos grupos remanescentes mas também pelos grupos para folclóricos, que contribuem para que a cultura se fortaleça cada vez mais. 

Um dos filmes apresentados no Cine Mosquito foi "No Ritmo do Jongo" e que agora
você pode assistir na íntegra a fim de conhecer um trabalho desenvolvido no núcleo 
de cultura popular da TRIBAL, em Cabo Frio.

TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, apresenta uma cena curta antes
da exibição de curtas, uma química que deu certo.

Depois de uma sessão de curtas metragens, a platéia se diverte com a
#MALA DA FAMA#
Um posto de troca de livros deu um charme para o Cine Mosquito, agora o
leitor tem uma espaço para conectar sua energia com outros leitores.
Um público presente e participativo...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

42º Cine Mosquito traz o OFICENA para a cena audiovisual.

Depois do retumbante sucesso que foi o mais recente Cine Mosquito, realizado na casa Scliar, o evento retorna com uma novidade inesperada. Junta todo o material audiovisual gerados no OFICENA - Curso Livre de Teatro de Cabo Frio, para mostrar a um público aberto, o que está acontecendo com o teatro de Cabo Frio. O Curso, que vem mobilizando jovens da cidade, está terminando seu segundo ano de retomada. É neste cenário que, diversas ações foram filmadas e estarão disponíveis para quem quiser conhecer melhor, o que acontece entre as paredes do Teatro Municipal de Cabo Frio.
Junto com a exibição de audiovisual, teremos também a presença de alguns alunos do curso, que irão ler poemas, cantar e fazer um belo Varal Poético e Pictórico mostrando suas criações e extravasando sua alegria e prazer de criar. Teremos exibição de audiovisual de diversos estilos. Filmes, curtas, filmagens espontâneas, documentário e e uma câmera viva para captar a reação do momento. Se você estiver passeando por Cabo Frio e quiser se divertir com muita arte, venha sem medo e traga sua sensibilidade, e se tiver poemas na algibeira, traz também, pois, é isso que gostamos de ver/sentir.


Curta alguns vídeos sobre o OFICENA aqui...


























quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Momento marcante do Cine Mosquito.

O 41º Cine Mosquito, teve seu momento marcante na sala Nelson Pereira dos Santos, muita alegria e poesia, no sentido literal. Vimos os filmes mais alegres do Projeto Cinema Possível. Com filmes que marcaram, desde 2011. Uma sessão de puro encantamento, com a presença de pessoas lindas, divertidas e uma sensibilidade distribuída amorosamente neste momento único.

Momento divertidíssimo onde o Cine Mosquito mais uma vez mostrou a que veio.


Veja abaixo a lista de filmes assistidos no memorável encontro do dia 20 de Agosto.

POESIA PROIBIDA - Documentário sobre a obra poética e alguns recortes biográficos acerca da vida do poeta Artur Gomes, natural de Campos dos Goytacazes.



BRISA - Filme dedicado aos escritores e poetas, narra instantes da vida de uma jovem, interpretada por My Pasquetti, que na medida que vai percorrendo espaços por onde a literatura circula, vai identificando obras e poetas, deixando fluir sua sensibilidade.



CADASTRAMOS PALHAÇOS EM SUA RESIDÊNCIA - Com a atriz Karol Schittini e grande elenco, um grupo de palhaços aparece para fazer um cadastro na residência da palhaça Cor Iza, esta, resolve sabatinar os convidados, investigando a vida de um por um, propondo um jogo de pura palhaçaria e poesia.


OFICENA EM CENA - Documentário lúdico que narra a vida do início do OFICENA - Curso Livre de Teatro de Cabo Frio, focando as aulas do professor Italo Luiz Moreira que vai construindo uma cumplicidade com os alunos até chegar ao momento máximo. Veja logo abaixo os 4 capítulos.



SONHOS DE COR IZA - Uma Micro Série, em 4 capítulos, que mostra a vida tranquila de uma palhaça às voltas com suas memórias e sonhos. Situações onde a palhaça descobre-se em pleno delírio.








NOSSO BANNER DIVULGADO NAS REDES SOCIAIS.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Eva Perón, a Eterna.

Ester Goris, atriz portenha, no seu papel de Eva Perón, um filme Argentino
de 1996.
Depois de ver e me emocionar com o filme "Carta a Eva", na verdade um telefilme exibido na televisão espanhola. Resolvi dar uma revirada no youtube, e pude ver que existem vários filmes dedicados à grande noiva da Argentina, a primeira dama que um dia foi atriz e que ficou conhecida como esposa de Juan Domingo Perón, o presidente caudilho que governou a Argentina por diversas vezes e que tinha um carisma tão forte que seu legado passou a chamar-se peronismo.
Eva virou personalidade internacional e exerceu magnetismo durante as décadas de 40, 50 do século passado depois de fazer uma longa viagem pela Europa, divulgando a "nova Argentina" de então. A argentina, havia conquistado o voto feminino e foi um dos países percursores do feminismo. A história de Eva Duarte Perón, permanece viva até hoje mas
Madona foi tão polêmica quanto a primeira dama
argentina. Seu desempenho no musical de Alan Parker
teve seu charme, embora não tenha arrebatado.
ressurgiu com vigor nos nos anos 70, por causa do sucesso retumbante do musical "Evita" de Tim Rice, encenado na Brodoway a partir de 1969, um dos temas principais do musical é a canção "No Cry For Me Argentina" (Não Chores Por mim Argentina), tornou-se um hit consagrador de grandes intérpretes na música mundial.
Mas voltando a falar de cinema, muitos foram os filmes feitos sobre a vida da primeiríssima dama da Argentina. Um deles vale citar aqui, pois trata-se de um filme de 1996, que traz no elenco a atriz portenha Ester Goris, simplesmente impagável. Ela interpreta os últimos meses de vida de Eva Perón. Um filme trágico e convincente. A atriz argentina contracena com outro monstro sagrado do cinema daquele país, o ator Victor Laplace, no papel de Juan Perón. A interpretação de Laplace é contida durante todo o filme, mas tem uma explosão de sensibilidade, perto do final do filme, quando, supostamente, Perón se despede de sua amada no leito de morte. Um filmaço.
No mesmo ano, 1996, Alan Parker, o diretor de "Pink Floyd the Wall", e "Coração Satânico", levou para a tela o filme "Evita", um musical protagonizado por Madonna, no papel de Eva Perón. Com Jonatham Pryce no papel de Juan Perón e Antônio Banderas, interpretando Chê Guevara, uma espécie de narrador do filme, viagem da cabeça de Tin Rice que, junto com Andrew Lloyd Webber criou o belíssimo "Jesus Cristo Superstar". O musical Evita, foi um dos grandes acontecimentos cinematográficos de 1996, nem tanto pelo filme, mas pela polêmica

A atriz Julieta Cardinali, nascida em Buenos Aires, tem quase a mesma idade de Evita Perón, sua atuação na mini-série
"Carta a Eva" é simplesmente soberba.
 no entorno. Eu, porém, desenvolvi grande carinho pelo filme, talvez porque eu seja mesmo, fã de musicais, uma espécie de vício cinematográfico, e, até aquele ano, 1996, nenhum musical havia feito minha cabeça desde "Fama" também de Alan Parker e que fora rodado em 1980. Só agora, recentemente, com "Os Miseráveis" finalmente, pude ver um belo musical à altura de Fama, mas "Evita" não deixa por menos.
É claro que não poderia faltar a imagem da verdadeira
Eva Duarte Perón. Esta é que mais gosto...
E agora, falando do filme que realmente me encantou, sobre a vida de Eva Perón, foi a espetacular mini-série em dois capítulos com uma hora e meia de duração cada um. Para mim, na verdade, foi um longa, pois, o filme tem um tratamento cinematográfico impecável. "Carta a Eva" é um grande acerto da TV espanhola e que conta, na verdade, a história de Joana Doña, mulher que viveu os anos da guerra civil espanhola e fora derrotada. Autora de um atentado na embaixada da Argentina, é condenada à morte justo no período em que Eva Perón visita a espanha. O roteiro perfeito, traz uma trama de tirar o fôlego e acaba por revelar um dos segredos que eu não conhecia. Joana Doña realmente existiu, lutou na guerra civil espanhola, foi subversiva na era franquista, e viveu até os 84 anos, falecendo em Barcelona, em 2003, deixando livros e um grande legado para as mulheres de seu país.
Permita-me, leitor, uma licença poética, não vou resistir e tenho que falar de Carmen Maura, a grande atriz do teatro espanhol e que também faz cinema e televisão. No filme "Carta a Eva" ela interpreta "PACA" a mãe de "Joana Doña", interpretação estupenda, vale a pena conferir.
Como vocês podem ver, Eva Duarte Perón sempre dá pano pra manga e inspira o melhor da filmografia mundial. 
Assista ao filme "A Verdadeira História de Eva Perón"


Veja a minissérie "Carta a Eva", segue aqui o primeiro
capítulo se gostar é só procurar e ver o segundo e último
capítulo. Vale a pena.


Do musical "EVITA" de Alan Parker, separei Maddona
na cena onde ela canta "No Cry for me Argentina, 
música consagradora de grandes intérpretes.





quarta-feira, 5 de março de 2014

CENAS DE DESPEDIDAS EM FILMES DE GUERRA.

O Dia em que Fui para a Guerra.

Uma crônica criada para o blog "Shampu de Arte", onde faço uma reflexão sobre as despedidas nos filmes de guerra. Momentos de forte emoção, clichê somente superado pelo retorno do soldado.

***

O filme “Girassóis da Rússia” de Vittorio de Sica, apresenta momentos inesquecíveis. A tomada inicial com uma música de Henri Mancini varre com a câmera um vasto campo de girassóis. Em seguida, a trama perfeita, com ótimo roteiro, belas panorâmicas, travellings, plongées, e tudo que um bom filme tem direito. Montagem, excelentes atores, fotografia correta, narrativa enxuta, planos inesquecíveis e os memoráveis artistas italianos (ah, o cinema Italiano, que saudade): Sophia Loren e Marcello Mastroianni, dignitários desta tão magestosa, bela e profunda arte; a arte de ator.

Girassóis da Rússia - Um dos maiores clássicos de
filmes de guerra de todos os tempos - 1977
Mas o que me chama a atenção nos dramas de guerra são as despedidas. A cena na estação, quando Antonio (Marcello Mastroianni) se despede de Giovanna (Sophia Loren) é de dilacerar a alma; como diria o poeta Chacal, é simplesmente “a tripa da víscera”. Já revi esse filme dezenas de vezes e quando chega o momento da despedida na estação, quem está indo para a guerra sou eu. Abraço minha esposa, minha filha, meus amigos, faço um cafuné no cachorro, dou uma piscada para meus gatos e sigo, com um fuzil e imensa baioneta pendurado ao ombro. O cantil de água, algumas granadas penduradas na cintura, aquela farda que nunca sei direito se é verde ou azul e que está sempre bem passada. Vejo uma neblina e faz muito frio (a cena sempre acontece em Curitiba). O trem, é daqueles que solta bastante fumaça e faz muito barulho.
Esta semana assisti o filme “A Menina que Roubava Livros”, e dessa vez, o deleite, foi ver a ótima interpretação do ator australiano Geoffrey Rush. A delícia deste filme é que, apresenta todas as qualidades mostradas no filme “Girassóis da Rússia”, e tem um sabor a mais: As cenas de despedidas são três, e todas memoráveis, talvez isso explique porque este filme será, a partir de agora, um daqueles que sempre irei rever, pois nele, sinto a vontade explicita de partir por três vezes consecutivas e depois regressar para o pesadelo da existência, só que, extasiado.
"A Menina que Roubava Livros", com três cenas de
despedida, tem também uma linda cena de regresso,
clichês que não pode faltar num drama de guerra.
Por falar em regresso, nada é mais bonito do que ver as personagens dos filmes de guerra voltando pra casa. Os filhos estão grandes e geralmente a esposa casou com outro homem, quando isso não acontece, a cena pode ser ainda mais catártica e promover aquele belo encontro que culmina num abraço bem apertado no melhor estilo de “E o Vento Levou”.
Eu realmente amo os filmes de guerra, talvez, porque através deles, consigo expressar um pouco da minha masculinidade perdida neste imenso deserto que se tornou a vida humana do homem. O clima pessimista sempre faz a gente sentir um estranho prazer que só se compara ao som de um fado. A ideia de que nada tem solução, de que a vida valeu a pena pelo que foi e nunca pelo que se idealizou. Ver a decepção estampada nos olhos da população civil, enquanto guerreiros desorientados parecem lutar por uma ideologia que nunca irão entender de fato.
O filme de guerra sempre me arrebata. Cada vez que assisto um, vou junto com ele até o inferno; passeio pelos campos gelados da Rússia, as planícies mais distantes da Turquia, as montanhas misteriosas da Grécia. Naufrago no oceano pacífico, reapareço em uma praia qualquer do mediterrâneo, mergulho fundo num submarino, em pleno atlântico e me deparo com os olhos azuis, castanhos, rasgados e lábios besuntados de bathon daquelas atrizes sempre glamourosas, magras e muito pálidas, com uma pintinha do lado esquerdo do lábio superior. Não sei porque, mas as atrizes de filmes de guerra sempre se parecem, com a Latícia Sabatella!
"Eterno Amor" - Marca como um grande retorno
do cinema francês. Um drama de guerra onde
a procura pelo amado atravessa o filme e vai
direto na víscera do expectador.
Não são poucas as vezes que em minha cabeça, revejo todos os filmes de guerra ao mesmo tempo: “Dr. Jhivago”, “Cavalos de Guerra”, “O Resgate do Soldado Ryan”, “O Beijo da Mulher Aranha”, “Flores do Oriente”, “Conspiração em Xangai”, e neles, me consolo nos braços das belas atrizes glamourosas de Hollyood e tantos outros lugares onde o cenário é a guerra que parece estar sempre dentro de mim e me levando com ela, para lutar ferozmente contra algum inimigo, em nome do que acredito, e defendendo algum tipo de ideal.
O filme de guerra bom é aquele que tem um amor impossível. No “O Beijo da Mulher Aranha”, Valentin, o personagem de Raul Júlia, sonhava com a mesma mulher e era sempre ela que estava nas situações mais perigosas e diante de amores impossíveis; hora ajudava a resistências francesa contrariando o sentimento de amor por um Alemão nazista, ou então, não passava de uma guerrilheira oculta nos porões da ditadura brasileira. Sonia Braga está eterna e impagável neste filme, talvez, só superada por Ana Schygulla nos filmes imortais de Fassbinder, como nos clássicos “Lili Marlene” e “O Casamento de Maria Brown”. Esses filmes me levam às lágrimas até hoje, ainda que nenhum pesadelo tenha superado a agonia de Audrey Tautou, no profundo, belo e amargurado “Eterno Amor” de Jean-Pierre Jeunet, neste filme, a bela musa francesa, busca de seu amor perdido pelas trincheiras da primeira guerra mundial.
A guerra, talvez por ser o mais espetacular ritual de morte, aparece nos filmes, como sonhos possíveis, e justificada sempre, por uma poesia estranha. O gosto amargo se torna doce, porque parece que tudo acaba bem e, se não tiver um final feliz, ao menos nos abre uma perspectiva para lembrar que, apesar de tudo, desfrutamos de um estranho TEMPO DE PAZ.

Jiddu Saldanha
09/02/2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Um adeus ao cineasta que deu voz ao Brasil. Confira aqui algumas de suas obras, na íntegra.

Maio - 1933 / Fevereiro - 2014
Eduardo Coutinho foi o cineasta que deu voz ao Brasil, mais do que isto, um reinventor da linguagem do documentário, que, com muita sensibilidade, fazia ecoar seu pensar através da fala do brasileiro mais comum, em toda sua extensão e humanidade.
Vê-lo pelos corredores do CECIP (Centro de Produção da Imagem Popular) era sempre uma incógnita. Falava pouco, fumava muito, tomava muito cafezinho e era sempre muito gentil. Vivia trancado em sua sala. Conviver com ele, era conviver com o um mito, um homem que, apesar de tão perto, se via mais dentro de um elevador, sempre concentrado no seu mundo mágico, criativo e inventivo.
Segue abaixo uma homenagem do blog Cine Mosquito, alguns de seus principais filmes, expostos aqui, na íntegra, para quem quiser assistir.

ENCONTRO COM EDUARDO COUTINHO - 2013



Santo Forte



O Fim e o Princípio



Babilônia 2000


Moscou



Jogo de Cena



Cabra Marcado para Morrer



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

PROJETO CINEMA POSSÍVEL COMPLETARÁ SEU PRIMEIRO CICLO DE 7 ANOS EM 2014


Cheio de projetos para realizar, o Cinema Possível nunca parou desde que surgiu, em 2007. Foram viagens intermináveis ao mundo do audiovisual, onde aprendemos a fazer de tudo, lendo manuais de cinema e tendo uma aula aqui outra ali, lidando com a precariedade do mercado, a falta de investimento em novas iniciativas; driblamos todos os tipos de dificuldades para criar nossa história com o audiovisual, apoiado nas novas tecnologias.
Os resultados não foram poucos, podemos dizer que, nestes 7 anos, realizamos sonhos de muitas pessoas. Colocamos novos atores em cena, fizemos filmes com obras de poetas inéditos e consagrados, de Caio Fernando Abreu a Ronaldo Werneck, de Hugo Pontes e Herbert Emanuel., Criamos videoclipes com músicos, alguns desconhecidos, mas todos com muito talento, entre eles: Andra Valladares, Paulo Ciranda, Mako Brasil e Marcos Boi Blues, só para citar alguns. Divulgamos a literatura e a música brasileira, além de atrairmos para nossos projetos, jovens que investiram no cinema como profissão. Um bom exemplo é a montadora Bárbara Morais, que hoje em dia, alça vôos ousados no universo do cinema nacional e do audiovisual brasileiro.

"Poesia Proibida", um clássico do projeto Cinema Possível, sobre o poeta de Campos dos Goytacases, Artur Gomes. Depois de percorrer festivais e mostras independentes, o filme está totalmente disponível no youtube.

Atraímos para nossa rede de convivência, parceiros como a UEAP – do Amapá, uma universidade visionária que investiu no cinema possível como forma de ampliar seu leque fora da cidade de Cabo Frio, gerando uma parceria incrível com o grupo TATAMIRÔ DE POESIA, no Rio de Janeiro, depois fomos para Bento Gonçalves/RS onde exibimos boa parte de nossos filmes, com apoio da secretaria de cultura e o Congresso Brasileiro de Poesia.

Videoclipe realizado em 2013, "Maria das Quimeras", lança em audiovisual a música da cantora Andra Valladares, a partir de um poema de Florbela Espanca.


Em 2008, quando criamos nosso próprio cineclube (CINE MOSQUITO), criamos oportunidade de exibição de filmes alternativos em parceria com uma rede de aspirantes a cineastas, premiados em festivais ou não, mas que tiveram seus filmes exibidos fora do âmbito das competições, apenas para fruição do público. Nosso cineclube viajou para diversas cidades brasileiras e hoje, computamos, desde 2008, 40 eventos do “Cine Mosquito”, sem qualquer dependência de apoio oficial ou patrocínio. Nesta relação com o público que vieram nos assistir, mostramos a produção do cinema nacional de Curta Metragem e levamos os cineastas ao conhecimento do nosso público.

Um dos primeiros filmes do projeto Cinema Possível, realizado em 2008, "Guardar" é um poema de Antônio Cícero, e que marcou o caminho da estética por nós, sugerida, através do cinema Possível.


Enfim, o Cinema Possível, tem ainda muito que realizar, e guardamos para 2014, quando iremos comemorar nosso primeiro ciclo de 7 anos, alguns novos lançamentos que virão, a todo vapor, para encantar e ampliar nossa relação com o público que nos apoia. Nossa palavra de ordem é uma só, GRATIDÃO, por chegarmos até aqui, graças, claro, ao apoio daqueles que sempre acreditaram em nós.

Previsto para Março de 2014, o filme "Cidade a Contraluz" é a primeira co-produção do Cinema Possível, com a escola de Cinema Darcy Ribeiro, hoje uma grande referência nesta arte.


Enfim, com um longo caminho pela frente, esperamos, crescer ainda mais e levar ao público as diversas possibilidades de audiovisual, com uma pegada autêntica e que tenha a marca, pura e simplesmente, ao sabor das batalhas diárias e cheias de entusiasmo na arte das realizações possíveis.
Visite nosso canal no youtube: www.youtube.com/tvpossivel

Jiddu Saldanha – Coordenador e criador do projeto Cinema Possível, desde 2007