sexta-feira, 8 de abril de 2016

Novos realizadores de Cabo Frio em ação no Cine Mosquito 55.

"A Cabeça do cineasta é uma ponte entre a solidão e a criação". 

Ver uma juventude alerta e feliz, focada na arte do cinema, produzindo e criando seu próprio audiovisual, é um sonho possível, embora exija uma forte mobilização dessa juventude. Mas aqueles que decidiram botar o pé dentro da história, não vão arredar fácil. Muito bom poder sentir a força criativa e fúria devastadora, desses corações sedentos por um fazer, por uma construção e por um caminho de realização.

Novos realizadores, buscando entender e pensar um cinema autoral dentro de perspectivas possíveis.
No Cine Mosquito 55, uma profusão de novos realizadores, finalmente, cruzaram seus caminhos. Criadores de filmes, gente que gosta de brincar com imagens, de construir seu espetáculo visual, pessoas que, em breve, estarão fazendo a diferença no mercado audiovisual e que, mais do que isso, vão levar a energia do cinema adiante, restituindo a Cabo Frio, seu espaço de verdade, dentro do cinema nacional e, mais do que isso, gerando oportunidade e construindo possibilidade.
O Cine Mosquito 55, provou que fazer cinema local, se não é tão viável, pelo menos é possível e isto não tem preço. Juntar gerações com suas criações e mais que isso, estimular um exercício de reflexão através da arte e do pensar, dentro de diversos contextos, este é o sentido de toda arte e é por isso que o cinema é a arte que agrega. A cabeça do cineasta é uma ponte entre a solidão e a criação. O exercício de criar, de fazer e de buscar seus sonhos, faz da vida algo provável e possível.
Parabéns aos novos realizadores, vida longa a todos.

Jiddu Saldanha - Curador e Blogueiro


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Entrevista com Bruno Pereira.


Convidado para dar uma oficina de roteiro para o Curta Cabo Frio 2015, Bruno Pereira, vem marcando a vida cultural cabo-friense, de forma sutil. Ele é dessas pessoas que vai pavimentando a vida e o caminho de alguns jovens, alunos ou não (ele é professor do IFF- Cabo Frio) com suas argumentações e reflexões sobre o fazer artístico e o exercício da paixão pela arte.Bruno Pereira é professor de Literatura e Redação do IFF Cabo Frio, licenciado pela UFF em Letras e mestre pela UENF em Cognição e Linguagem. Dedica-se à teoria e à prática de gêneros textuais, entre eles, o conto e a crônica. Recentemente, passou a dedicar-se às técnicas da escrita do roteiro cinematográfico. É autor do roteiro do curta "Dinheiro Fácil". Prepara-se para produzir o segundo roteiro: "Amores Baldios".

Cine Mosquito - Quero começar esta entrevista, vasculhando um pouco da tua história. Onde e em que momento o cinema encontrou o professor Bruno Pereira?

Bruno Pereira - O cinema me encontrou antes do ofício de professor. Cresci em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Filho de pais assalariados, cresci à margem do circuito cultural das salas de cinema. Meu pai ganhou uma "tevezinha" bem pequena num bingo de quermece.  Aquela tevê é que foi responsável pela minha educação audiovisual. Foi muita Sessão da Tarde depois da escola. Mais à frente, na adolescência, com o a popularização do vídeo cassete, passei a assistir a filmes selecionados, de gêneros por que me interessava mais. Hoje o cinema está na internet. Mas, antes da tevê, vídeo-cassete e internet, sempre gostei de ver histórias bem contadas. A primeira grande tela de cinema foi a minha cachola mesmo. Lembro-me pequeno ouvir vidrado toda aquela conversa fiada do meu pai, antes mesmo da chegada da tevê em casa. E fazer cinema é isso: contar uma boa história. Mas com vantagens como o registro e a reprodução.

CM - Fale um pouco da tua memória cinematográfica, quais os roteiros, os filmes e o que te assombrou dentro da linguagem do cinema.

BP - Sempre gostei de peripécias narrativas. Histórias que exploram bem reviravoltas e surpresas, mas que façam isso com o mínimo de recursos. Penso que o expectador que não é um mero comedor de pipoca quer ser surpreendido e, ao mesmo tempo, ter a inteligência desafiada. Julgo-me um desses. Gosto também de narrativas paralelas em um filme, e da quebra do fluxo cronológico. Mas nada espetaculoso. A coisa pode ser simples e, ao mesmo tempo, sofisticada. Um filme indigente, mas atraente e perturbador é "Amnésia". Poderia citar filmes consagrados, mas cito esse. É um filme que não se ampara em grandes atores e não conta com grande produção e, ainda assim, explora bem recursos técnicos e narrativos de modo a capturar o expectador. Como narrativa é um verdadeiro cubo mágico para quem assiste.

CM - Você é professor do IFF. Um espaço de alta performance para jovens estudantes técnicos, é daí que vem o padrão de qualidade do teu trabalho?

Penso que é a convergência de vontades que faz isso acontecer lá na escola. Há o fato de ser uma escola federal que, logo, conta com recursos federais. Mas há a questão da convergências de vontades. Quem entra no IFF, seja professor, seja aluno, sente que não pode fazer feio: tem que aproveitar o investimento que é feito na gente para aprender e realizar o possível ali. Sei que nem todos têm a mesma visão. Mas sinto esse sentimento ali. Isso faz a gente querer fazer mais e melhor. Às vezes, funciona e repercute.

CM - Teu roteiro "Dinheiro Fácil", brinca com clichês cinematográficos... Você sente que tua obra vai por este caminho ou você está experimentando de forma mais eclética essa linguagem?

BP - "Dinheiro Fácil" foi um trabalho feito para apresentar a alunos do primeiro ano do ensino médio características do gênero roteiro e da linguagem cinematográfica. Na ocasião, não havia nenhuma expectativa de que o roteiro se tornasse um curta feito por atores e produtores profissionais. Inclusive. a presença de clichês era matéria de aula e serviu para ilustrar aspectos recorrentes no gênero policial  "noir", que tínhamos visto durante o bimestre. Mas flerto com clichês. Vejo-os como ingredientes de uma culinária bem-sucedida, testada e aprovada por paladares há um século de cinema. Só não vale errar a mão e exagerar. Ou valer-se somente disso.

CM - Como é, pra você, dar uma oficina de roteiro no 9º Festival de Cinema Curta Cabo Frio?

BP - É um prazer e um privilégio. Gosto da ideia de haver lugar para falar da produção de textos criativos, roteiro de cinema e linguagem cinematográfica, em Cabo Frio, que é a cidade onde trabalho há quase seis anos. E gosto disso acontecer num festival. Penso que as pessoas estarão ali realmente porque querem, afinal, não tem prova e nem vale nota, diferentemente da escola. Sei que será uma troca formidável.

CM - Qual a diferença entre o cinéfilo Bruno Pereira e o roteirista Bruno Pereira

BP - Diante de uma narrativa, parto-me em dois: duplico-me. Reparto-me em expectador, ou seja, aquele que espera ser surpreendido por um sentimento ou constatação; e em pesquisador: coleto amostras para estudo. Já era assim antes, quando assistia a filmes e escrevia contos e crônicas. Mas, desde que decidi produzir narrativas para cinema, faço isso com mais apuro. Procuro pensar cinematograficamente. Penso em produzir curtas, que são menos complicados e mais rápidos de fazer. Nesse momento, trabalho e prazer se confundem: o prazer dá trabalho e o trabalho dá prazer.

CM- Quem é Bruno Pereira por Bruno Pereira?

BP - Entre um montão de coisas que julgo e pretendo ser, sei que sou um apaixonado por narrativas. Uma boa história ganha o meu coração. Seja uma piada, seja um romance, acredito que o poder das narrativas vem da magia de contar a nossa história ao contar outra história. Ou seja, fala de outra coisa, coisas inventadas, mas fala da gente mesmo. E histórias alimentam e curam. Tanto na sala de aula entre colegas e alunos quanto na rua ou em casa entre amigos e família, sinto-me e sagro-me um contador (e escutador) de histórias. E isso me basta.

Cine Mosquito na Casa Scliar, o novo espaço do Cine Clubismo de Cabo Frio.

O Cine Mosquito virou ponto de encontro de pessoas felizes.
Desde a edição nº 43, o Cine Mosquito vem acontecendo na Casa Scliar. Um espaço de diversão audiovisual que se consagrou desde a fundação da Sala Nelson Pereira dos Santos, trabalho realizado com esmero, pela equipe da casa. Depois de recebermos o convite para sediarmos o Cine Mosquito lá, o evento vem aumentando de  público e já conta com fãs que, todo mês, visitam o mais antigo cine clube de Cabo Frio.
Fundado em 2008, o Cine Mosquito surgiu com o intuito de circular por bairros de Cabo Frio, fazendo suas exibições em bairros e espaços não convencionais. Com o fortalecimento da legenda, o evento passou a circular, também, pela região dos lagos, fazendo algumas exibições em Arraial do Cabo. Devido à crise na PETROBRÁS e completamente sem apoio para continuar funcionando, o Cine Mosquito passou a viajar pelo país, chegando ao Rio Grande do Sul, na cidade de Bento Gonçalves, onde chegou a acontecer duas vezes. Depois foi parar no norte do Brasil, em Macapá, por duas vezes, passando por Brasília.
Apesar de tantas viagens, o evento nunca deixou de acontecer em Cabo Frio, onde era respaldado pela Associação TRIBAL, que sempre ajudava o evento, oferecendo alguma logística para que ele funcionasse na casa das pessoas, principalmente.
O amor pelo Cine Mosquito era tão grande que o poeta Flavio Machado, ofereceu o espaço de igreja onde frequenta, por duas vezes, além de oferecer, também, sua casa. As peripécias do evento foi crescendo e aos poucos se tornando uma lenda na região. Tornando-se famoso, pelo fato de ser um cine-clube que sempre tem, em sua abertura, jogos e brincadeiras ligadas a cinema.
Desde que foi para a Casa Scliar, em novembro de 2014. O evento passou, também, a incluir em sua programação, além das já badaladas brincadeiras de mímica de filme, contação de filmes, poesia e varal artístico, agora, conta com a participação do Curta Teatral, uma cena teatral curta antes do início das cessões audiovisuais. Outro grande atrativo do Cine Mosquito, na Casa Scliar é a exibição sistemática de filmes indígenas. A ideia pegou e já tem jovens que não abrem mão do primeiro filme a ser exibido a cada sessão, ser feito por cineastas aborígenes brasileiros.

Sempre se reinventando, o Cine Mosquito já ultrapassou 50 cessões desde que foi fundado em 2008.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Cine Mosquito 43. Momento inesquecível.

Uma experiência incrível, vivida no Cine Mosquito 43, foi juntar várias tribos da arte e juntos, dividirmos um único delírio que é o cineclubismo. Dessa vez, com mais dois filmes do projeto Cinema Possível, pudemos, juntos, perscrutar, através do audiovisual, um pouco daquilo que a guerrilha cultural vem fazendo pelo brasil afora, através da Mala da Fama e especificamente em Cabo Frio, através da prática do Jongo.
A casa Scliar estava lotada e os participantes vivenciaram diversas ações interativas e participativas, uma delas foi ver/ouvir o poeta cabofriense Miguel Lima, que experimentou muito da sua linguagem e trocou idéias com o coletivo de artistas espontâneos, da nova geração, que compareceram, quase um ritual de batismo. É o Cine Mosquito que, 7 anos depois de sua fundação, parece estar navegando pelas águas do público, quando um evento identifica seu público, começa a ter mais responsabilidades e é disso que que queremos falar.
O Cine Mosquito, mais que um Cine Clube itinerante é também uma forma de ativismo cultural. Trazer os jovens para o universo reflexivo/participativo e não só contemplativo do cinema, é uma forma de gerar/criar novas demandas artísticas e contemplar, de forma continuada, a presença ou fixação das novas gerações que querem "sair da casca do ovo" e protagonizar o viver e fazer artístico, dando um basta no incômodo e às vezes cômodo respirar cotidiano.
O filme "No Ritmo do Jongo" mostrou o que rolou entre os anos 2011 e 2012 durante as reuniões do Núcleo de Cultura popular da TRIBAL, poder mostrar uma história recente e que irá se repetir (pois o núcleo continua em plena atividade) é uma forma de trazer o público para o convívio com a cultura genuína advinda desde os tempos em que o Brasil ainda escravizava os negros. O jongo mostra que hoje, é uma cultura vigorosa a patrimônio imaterial de uma nação, atualmente, não só através dos grupos remanescentes mas também pelos grupos para folclóricos, que contribuem para que a cultura se fortaleça cada vez mais. 

Um dos filmes apresentados no Cine Mosquito foi "No Ritmo do Jongo" e que agora
você pode assistir na íntegra a fim de conhecer um trabalho desenvolvido no núcleo 
de cultura popular da TRIBAL, em Cabo Frio.

TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, apresenta uma cena curta antes
da exibição de curtas, uma química que deu certo.

Depois de uma sessão de curtas metragens, a platéia se diverte com a
#MALA DA FAMA#
Um posto de troca de livros deu um charme para o Cine Mosquito, agora o
leitor tem uma espaço para conectar sua energia com outros leitores.
Um público presente e participativo...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

42º Cine Mosquito traz o OFICENA para a cena audiovisual.

Depois do retumbante sucesso que foi o mais recente Cine Mosquito, realizado na casa Scliar, o evento retorna com uma novidade inesperada. Junta todo o material audiovisual gerados no OFICENA - Curso Livre de Teatro de Cabo Frio, para mostrar a um público aberto, o que está acontecendo com o teatro de Cabo Frio. O Curso, que vem mobilizando jovens da cidade, está terminando seu segundo ano de retomada. É neste cenário que, diversas ações foram filmadas e estarão disponíveis para quem quiser conhecer melhor, o que acontece entre as paredes do Teatro Municipal de Cabo Frio.
Junto com a exibição de audiovisual, teremos também a presença de alguns alunos do curso, que irão ler poemas, cantar e fazer um belo Varal Poético e Pictórico mostrando suas criações e extravasando sua alegria e prazer de criar. Teremos exibição de audiovisual de diversos estilos. Filmes, curtas, filmagens espontâneas, documentário e e uma câmera viva para captar a reação do momento. Se você estiver passeando por Cabo Frio e quiser se divertir com muita arte, venha sem medo e traga sua sensibilidade, e se tiver poemas na algibeira, traz também, pois, é isso que gostamos de ver/sentir.


Curta alguns vídeos sobre o OFICENA aqui...


























quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Momento marcante do Cine Mosquito.

O 41º Cine Mosquito, teve seu momento marcante na sala Nelson Pereira dos Santos, muita alegria e poesia, no sentido literal. Vimos os filmes mais alegres do Projeto Cinema Possível. Com filmes que marcaram, desde 2011. Uma sessão de puro encantamento, com a presença de pessoas lindas, divertidas e uma sensibilidade distribuída amorosamente neste momento único.

Momento divertidíssimo onde o Cine Mosquito mais uma vez mostrou a que veio.


Veja abaixo a lista de filmes assistidos no memorável encontro do dia 20 de Agosto.

POESIA PROIBIDA - Documentário sobre a obra poética e alguns recortes biográficos acerca da vida do poeta Artur Gomes, natural de Campos dos Goytacazes.



BRISA - Filme dedicado aos escritores e poetas, narra instantes da vida de uma jovem, interpretada por My Pasquetti, que na medida que vai percorrendo espaços por onde a literatura circula, vai identificando obras e poetas, deixando fluir sua sensibilidade.



CADASTRAMOS PALHAÇOS EM SUA RESIDÊNCIA - Com a atriz Karol Schittini e grande elenco, um grupo de palhaços aparece para fazer um cadastro na residência da palhaça Cor Iza, esta, resolve sabatinar os convidados, investigando a vida de um por um, propondo um jogo de pura palhaçaria e poesia.


OFICENA EM CENA - Documentário lúdico que narra a vida do início do OFICENA - Curso Livre de Teatro de Cabo Frio, focando as aulas do professor Italo Luiz Moreira que vai construindo uma cumplicidade com os alunos até chegar ao momento máximo. Veja logo abaixo os 4 capítulos.



SONHOS DE COR IZA - Uma Micro Série, em 4 capítulos, que mostra a vida tranquila de uma palhaça às voltas com suas memórias e sonhos. Situações onde a palhaça descobre-se em pleno delírio.








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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Eva Perón, a Eterna.

Ester Goris, atriz portenha, no seu papel de Eva Perón, um filme Argentino
de 1996.
Depois de ver e me emocionar com o filme "Carta a Eva", na verdade um telefilme exibido na televisão espanhola. Resolvi dar uma revirada no youtube, e pude ver que existem vários filmes dedicados à grande noiva da Argentina, a primeira dama que um dia foi atriz e que ficou conhecida como esposa de Juan Domingo Perón, o presidente caudilho que governou a Argentina por diversas vezes e que tinha um carisma tão forte que seu legado passou a chamar-se peronismo.
Eva virou personalidade internacional e exerceu magnetismo durante as décadas de 40, 50 do século passado depois de fazer uma longa viagem pela Europa, divulgando a "nova Argentina" de então. A argentina, havia conquistado o voto feminino e foi um dos países percursores do feminismo. A história de Eva Duarte Perón, permanece viva até hoje mas
Madona foi tão polêmica quanto a primeira dama
argentina. Seu desempenho no musical de Alan Parker
teve seu charme, embora não tenha arrebatado.
ressurgiu com vigor nos nos anos 70, por causa do sucesso retumbante do musical "Evita" de Tim Rice, encenado na Brodoway a partir de 1969, um dos temas principais do musical é a canção "No Cry For Me Argentina" (Não Chores Por mim Argentina), tornou-se um hit consagrador de grandes intérpretes na música mundial.
Mas voltando a falar de cinema, muitos foram os filmes feitos sobre a vida da primeiríssima dama da Argentina. Um deles vale citar aqui, pois trata-se de um filme de 1996, que traz no elenco a atriz portenha Ester Goris, simplesmente impagável. Ela interpreta os últimos meses de vida de Eva Perón. Um filme trágico e convincente. A atriz argentina contracena com outro monstro sagrado do cinema daquele país, o ator Victor Laplace, no papel de Juan Perón. A interpretação de Laplace é contida durante todo o filme, mas tem uma explosão de sensibilidade, perto do final do filme, quando, supostamente, Perón se despede de sua amada no leito de morte. Um filmaço.
No mesmo ano, 1996, Alan Parker, o diretor de "Pink Floyd the Wall", e "Coração Satânico", levou para a tela o filme "Evita", um musical protagonizado por Madonna, no papel de Eva Perón. Com Jonatham Pryce no papel de Juan Perón e Antônio Banderas, interpretando Chê Guevara, uma espécie de narrador do filme, viagem da cabeça de Tin Rice que, junto com Andrew Lloyd Webber criou o belíssimo "Jesus Cristo Superstar". O musical Evita, foi um dos grandes acontecimentos cinematográficos de 1996, nem tanto pelo filme, mas pela polêmica

A atriz Julieta Cardinali, nascida em Buenos Aires, tem quase a mesma idade de Evita Perón, sua atuação na mini-série
"Carta a Eva" é simplesmente soberba.
 no entorno. Eu, porém, desenvolvi grande carinho pelo filme, talvez porque eu seja mesmo, fã de musicais, uma espécie de vício cinematográfico, e, até aquele ano, 1996, nenhum musical havia feito minha cabeça desde "Fama" também de Alan Parker e que fora rodado em 1980. Só agora, recentemente, com "Os Miseráveis" finalmente, pude ver um belo musical à altura de Fama, mas "Evita" não deixa por menos.
É claro que não poderia faltar a imagem da verdadeira
Eva Duarte Perón. Esta é que mais gosto...
E agora, falando do filme que realmente me encantou, sobre a vida de Eva Perón, foi a espetacular mini-série em dois capítulos com uma hora e meia de duração cada um. Para mim, na verdade, foi um longa, pois, o filme tem um tratamento cinematográfico impecável. "Carta a Eva" é um grande acerto da TV espanhola e que conta, na verdade, a história de Joana Doña, mulher que viveu os anos da guerra civil espanhola e fora derrotada. Autora de um atentado na embaixada da Argentina, é condenada à morte justo no período em que Eva Perón visita a espanha. O roteiro perfeito, traz uma trama de tirar o fôlego e acaba por revelar um dos segredos que eu não conhecia. Joana Doña realmente existiu, lutou na guerra civil espanhola, foi subversiva na era franquista, e viveu até os 84 anos, falecendo em Barcelona, em 2003, deixando livros e um grande legado para as mulheres de seu país.
Permita-me, leitor, uma licença poética, não vou resistir e tenho que falar de Carmen Maura, a grande atriz do teatro espanhol e que também faz cinema e televisão. No filme "Carta a Eva" ela interpreta "PACA" a mãe de "Joana Doña", interpretação estupenda, vale a pena conferir.
Como vocês podem ver, Eva Duarte Perón sempre dá pano pra manga e inspira o melhor da filmografia mundial. 
Assista ao filme "A Verdadeira História de Eva Perón"


Veja a minissérie "Carta a Eva", segue aqui o primeiro
capítulo se gostar é só procurar e ver o segundo e último
capítulo. Vale a pena.


Do musical "EVITA" de Alan Parker, separei Maddona
na cena onde ela canta "No Cry for me Argentina, 
música consagradora de grandes intérpretes.