segunda-feira, 31 de agosto de 2009

CINEMOSQUITO ESPECIAL







Sessão dupla Cine Mosquito, dia 10 de setembro - 15 hrs.
Contação de Filmes e 17 hrs. Estréia do média metragem
"No Caminho Com Ivan Cruz"! Imperdível


Local - Teatro Muncipal de Cabo Frio!

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

Contação de Filmes com Jiddu Saldanha

Usando recursos de contador de histórias, por onde perpassa a linguagem oral, a mímica e o jogo de cena com o público, Jiddu contará alguns dos mais importantes filmes da cinematografia mundial e Brasileira.

Jiddu Saldanha contará grandes clássicos do Cinema, como Dr. Jivago, Deus e o Diabo na Terra do Sol entre outros. Será um momento de diversão, memória e interatividade com a platéia presente.

Duração – 60 minutos

Contação de filmes, dia 10 de agosto, 15 horas, no festival Curta-Cabo Frio, 2009 - Cine Mosquito especial.


RELAÇÃO DE FILMES QUE SERÃO CONTADOS ÀS 15.H

Deus e o Diabo na Terra do Sol
Glauber Rocha - 1964 / Brasil

Fanny e Alexander
Igmar Bergaman – Suécia/França/Alemanha – 1982

Os Girassóis da Rússia
Vittorio de Sica – 1970 / Itália

O Boulevar do Crime
Marcel Carné – 1945 / França

Dr. Jivago
David Lean – 1965 / USA

O Quatrilho
Fabio Barreto – 1994 / Brasil

Atenção:

O Tempo de duração de cada história-filme, será de aproximadamente 10 minutos.

FILMES QUE SERÃO EXIBIDOS ÀS 17H.

Seleção Cine Mosquito 2009
(Festival Curta- Cabo Frio)

· Bolinha de Papel - 4 min.

Débora Aranha – Rio de Janeiro

· Pela Passagem de uma Grande Dor 12 min.

De Paulo Mainhard – Cabo Frio

· Polifonia - 00:06:30
De Artur Gomes – Campos dos Goytacases

· Dos Verbos Somar e Sumir “Som” 3 min.

de Bárbara Morais – Cabo Frio

· Cadê o meu Ônibus - 11 min.
Vicentini Gomez / São Paulo

Estréia, primeiro média metragem do projeto Cinema Possível

· No Caminho com Ivan Cruz (Título Provisório)

Jiddu Saldanha – Cabo Frio – Documentário – 40 min.

http://www.festivalcurtacabofrio.com.br/

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

"Mosquito de Ouro"

Peró Hostel, casa lotada no 7º Cine Mosquito!
Contar e fazer mímica de filme foi uma ótima experiência no 7º Cine Mosquito.
Um ótimo e divertido público formado de pessoas sedentas por conhecer filmes nacionais que já levaram prêmios em festivais de cinema pelo país a fora.
O grupo "OS 13", marcou presença com seu belo filme "Fuga", já no filme "Cadê Meu Ônibus", de Vicentini Gomes a platéia explodiu em gargalhadas vendo a excelente performance do ator Henrique Taubaté Lisboa.
Durante a exibição do filme "Hera" de Pedro Rocha, que substituiu o filme "Faca Cega", do mesmo diretor, por problemas de mídia, a platéia ficou totalmente envolvida pela trama froidiana que além de bela fotografia, tinha uma movimentação de câmera segura que fez o público vibrar pela "pegada" cult que o filme apresentava em sua estrutura.
Comovente foi a participação do filme "Casa de Lama", feito com uma câmera fotográfica de 5 megapíxels, o filme comoveu pela crueza narrativa do jovem aprendiz de cinema Rafael Chagas que retratou uma cena de enxente onde ele mesmo, junto com sua família, foram os protagonistas, o resultado foi um filme arrebatador com apenas 4 minutos de duração.
O Filme "Ya Pois", de Paulo Marcondes, mostrou a riqueza cultural do estado de Alagoas, com riquíssima mistura de festas e personagens contadores de causos, um presente do alagoano Márcio Fujio que fez questão de estar no Cine Mosquito para falar um pouco de sua rica cidade.
O Filme "Íris", de Paulo Mainhard manteve seu status de ótima realização na cidade de Cabo Frio. Aplaudido com entusiamo pelo público que pode contemplar o ótimo roteiro de Rodrigo Cena e a eletrizante montagem além da beleza da atriz Viviane Antunes que também teve ótimo desempenho num dos papéis centrais do filme.
Para coroar a festa, nosso tradicional banquete, teve modestas mas deliciosas iguarias que só podia ser complementada com uma bela ciranda que colocou os jovens e os mais velhos numa mesma roda onde venceu o mais forte de todos, a cultura, a arte, o cinema e nossa bela identidade cultural brasileira.
O prêmio "Mosquito de Ouro" vai mesmo é para os anfitriões. Carmen e Rui, que fizeram do Peró Hostel, um cantinho da arte, mostrando elegância, carinho e, claro, trabalho duro para manter a festa num alto nível como o que foi apresentado.
Agora, vamos guardar energias para o próximo evento.
Quando será?
A G U A R D E M!!!!!!!!

sábado, 25 de julho de 2009

O 7º Cine Mosquito
(Nosso Cine-clube itinerante)


Peró Hostel - CaboFrio

Olá pessoal, envio a todos a lista de filmes que serão exibidos no 7º CINEMOSQUITO. Lembrando que a grande novidade, talvez inédita no cineclubismo brasileiro, é a Contação de Filmes, pelos próprios participantes, e aquele delicioiso jogo de adivinhação de filmes com mímica.

Traga sua pipoca e seja feliz!


Data: Dia 02 de Agosto Domingo

Hora: 16:00

Local: Peró Hostel:

Endereço: Rua Cotrin, 13 / Bairro Peró – Cabo Frio/RJ

Telefones: (22 ) 26437431 / (22) 2644 3123

COMO CHEGAR

Para quem vem de Ônibus: Pegar o Ônibus PERÓ - 301, 328 ou 329 – Descer no primeiro ponto depois da rua do moinho em frente à Igreja de São José

Para quem vem de carro: O Peró Hostel possui estacionamento próprio e gratuito.


PROGRAMAÇÃO

Rodada de “Contação de filmes”.

Se você gosta de contar filme para os amigos, agora é o momento, venha contar filmes no Cine Mosquito.

Mímica de Filme
Traga seu bom humor, energia positiva e junte-se à gente para fazer aquelas famosas mímicas onde o participante tem de adivinhar o nome do filme.

Sessão de Curtas Metragens CINEMOSQITO

Na programação principal, estaremos passando filmes do Cineasta de São Paulo Vicentini Gómez e o Cineasta de Cabo Frio, Luis Simpson (Que assina a direção de arte e fotografia do filme Faca Cega).


FILMES QUE SERÃO EXIBIDOS

Curtas metragens de Alta, Média e Baixa Resolução.

Cadê o meu Ônibus - 11 min.
Vicentini Gomez / São Paulo – SP
Íris - 12 min
Paulo Mainhard / Cabo Frio

Fuga – 18 min
Lucas Müller – Cabo Frio

Casa de Lama – 04:30
Rafael Chagas – Cabo Frio – RJ

Faca Cega – 25 min.
Pedro Rocha – Rio de Janeiro / RJ

Ya Pois – 14 min
Paulo Marcondes – Alagoas

Banquete CINEMOSQUITO

Traga algo para degustar, a bebida será vendida no local: Faremos uma mesa com as delícias trazidas pelos próprios participantes do evento. Venha se divertir com o cinema brasileiro de curta metragem!


Mestre de Cerimônias – Jiddu Saldanha / 22 - 26483763 www.jiddusaldanha.com

terça-feira, 9 de junho de 2009

André Sampaio - Rio de Janeiro / RJ

Criador de filmes como "Vida Fuleira" e "Tira os Óculos e Recolhe o Homem", André Sampaio é uma referência para os cineclubistas de todo o Brasil. Seus filmes sempre muito bem acabados, mostram a mão segura de um artista de primeira. Vamos conhecê-lo melhor, nesta entrevista curta.



Adre Sampaio - Cineasta

CINEMOSQUITO - Como você se interessou por cinema?
André Sampaio - Meu pai é o veterano montador de cinema Severino Dadá, ainda em atividade, montador de mais de 300 filmes entre longas e curtas. A tampa da lixeira da minha casa era uma tampa de lata de negativo Orwo, do leste europeu. Morava em Vila Isabel e gostava de sair com meu pai pra ver cartaz de filme nos extintos cinemas de rua da Tijuca. Ainda por morar em Vila Isabel próximo ao Laboratório Líder hoje Labocine, sempre vi copião de filme e gostava e copião é coisa chata. Tinha um playmobil bombeiro e construia prédios com batoques na moviola quando acompanhava meu pai. Acho que vem disso tudo, da fome com a vontade de comer. E tudo isso bem pequeno.

CM - Um filme sobre Kid Moringueira, estrelado por Jard´s Macalé. Fale um pouco da realização do filme "Tira os Óculos e Recolhe o Homem"?
AS - Esse filme vem da minha amizade com o Jards, desenvolvida nas filmagens do longa coletivo Conceição – Autor Bom é Autor Morto, onde dirigi a figura em cenas de matança e perseguição. Daí, vendo seus shows, saquei que um de seus números era narrar, antes de interpretar a música Tira os Óculos e Recolhe o Homem, única parceria dele com o Moreira da Silva, todo o episódio real que inspira a composição: a sua prisão em 1977 – ditadura militar – quando fazia shows pelo Brasil ao lado do Morengueira. Então pensei, o roteiro tá pronto, é só filmar. Batalhei uns bons cinco anos repetindo o argumento nos editais e um dia colou. Morengueira é um grande argumentista de cinema!



Seveino Dadá, mais de 300 filmes montados


CM - O que você acha que pode melhorar, no panorama do cinema brasileiro?
AS - Esse é um árido tema. Acredito que a coisa realmente comercial, o negócio do cinema não existe. Existe um sistema de dependência, um engenho e não uma indústria. Mas o cara navega na canoa furada com mentalidade de transatlântico e aí a estranheza aprofunda-se e é do grande ao pequeno. Daí são as leis, distribuição dos recursos destas leis, captações e por aí vai, o cara fica esperando o edital e não sai do lugar esperando uma vez que pode não chegar e amargura e a coisa é braba mesmo. E não existe um pensamento da distribuição, todo filme é lançado igual e o fato é que temos muito pra trabalhar e esteticamente esta pseudo competitividade pra tornar o filme supostamente comercial cria produtos que não são nem arte nem invenção nem comércio. Produtos engessados porque em busca de excelências técnicas e daí fica esse ramerame. E por aí vai!

Cena do filme "Tira os Óculos e

Recolhe o Homem" direção de André Sampaio


CM - Como você vê a questão das novas tecnologias no cenário cinematográfico atual?
AS - Este é o nó. E desatar o nó é pensar as novas tecnologias como nova cultura e não meramente como novas ferramentas do antigo ofício. Trata-se de um novo pensamento de produção de distribuição e de exibição. A coisa é outra coisa e quem insistir vai ficar pra trás. Vamos ver que coisa é essa. Eu quero ter minha própria emissora de televisão que coloco no ar da minha casa na serra do cocorocó e quero ganhar dinheiro com isso.


CM - O Curta "Vida Fuleira" funciona como uma homenagem aos artistas de rua e ao cinema mudo, como foi pra você, dirigir este filme?
AS - Esta talvez seja uma experiência única na cena do curta metragem. Fui contratado para dirigir este filme. Um produtor cearense, Ricardo Arruda, me mostrou um roteiro seu (O Artista de Rua e a Balarina), que já tinha mostrado a vários cineastas que haviam recusado a proposta, não gostavam do roteiro, achavam melodramático, cafona, etc. e tao. Eu que não tenho esses pudores e manias de artista, graças a Deus, e penso o cinema de forma muito mais livre e mesmo circense feira experiência e mesmo busca de novas formas de relação de trabalho topei primeiro e depois fui ver o que era. E daí parti pra fuleiragem, pro cinema mudo, arregacei as mangas e trabalhei com toda liberdade. Fui pago pra isso e todos que trabalharam foram pagos. O dinheiro acabou na finalização e o filme ficou muito tempo parado, anos. Terminei o filme com recursos próprios e vagarosamente. Experiências.


CM -Quais são os cineastas e filmes da tua prferência?
AS - Vejo tudo. De Alvim e os Esquilos a Passarinhos e Gaviões pra citar filmes com animais. Tenho essa capacidade. Vou dizer 3 filmes gringos e 3 nacionais, com seus respectivos autores. Filmes que me chaparam para sempre: O Bandido da Luz Vermelha, do Rogério Sganzerla, O Amuleto de Ogum, do Nelson Pereira dos Santos e As Aventuras Amorosas de um Padeiro, do Waldir Onofre; A Marca da Maldade, do Orson Welles; Pick Pocket, do Bresson e outro dia vi e chapei com El Topo do Jodorowski. Não significa tudo mas o que passa pela minha cabeça nesse instante.

CM - Quem é André Sampaio por André Sampaio?
AS -
Um viajante das estrelas reincidente no planeta Terra oprimido pela gravidade.

Veja no youtube o Trailler do filme "Strovengah - Todos os Olhos" (clique aqui)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

LUIS SIMPSON – CABO FRIO /RJ

Dentro da linguagem cinematográfica, Luis Simpsom confessa gostar de Direção de Fotografia. Morou nos EUA onde estudou, no Brasil concluiu a faculdade de cinema, viajou para a Angola, onde trabalhou em projetos de audiovisual.
Seus filmes primam por acabamento e excelência em cada detalhe. Vamos conhecer melhor, este Cabofriense que tem feito bonito pelo mundo a fora!



Luis Simpson no estúdio em Luanda - Angola


Cine Mosquito – Como foi que você se interessou pelo audiovisual?

Luis Simpsom - É difícil achar alguém que não goste de cinema. Eu sempre gostei de assistir filmes, documentários, propagandas, bem antes de pensar em trabalhar nessa área. Quando criança gostava de tirar fotos, principalmente de paisagens. Aos 18 após tentar vestibular sem sucesso para direito fui morar nos USA, lá tive a oportunidade de estudar fotografia e comprar alguns equipamentos, na volta para o Brasil fiz a faculdade de cinema onde desde o primeiro curta trabalhei como diretor de fotografia, nessa época tive então a certeza do que gostaria de fazer como profissão.

CM - O que você gosta de assistir? Quais os filmes e cineastas que te influenciaram?

LS - Gosto de quase tudo, desde os filmes americanos comerciais até os filmes “cabeças” franceses, depende de como estou me sentindo. Já passei por algumas fases. Durante a faculdade conheci os filmes clássicos e importantes diretores como Orson Welles, Kiarostami, Godard e Truffautt. É incrível o que os caras fizeram numa época sem muitos recursos, sem contar os tipos de linguagem cinematográfica criadas por cada um deles. Hoje em dia dizem que nada mais se cria no cinema, tudo se copia. Uma união de coisas que já foram feitas por alguém, provavelmente por um dos muitos diretores geniais que tivemos ao longo da história. Cada filme, visto e estudado é uma influencia em algum momento na vida, mas acho que a maior influencia que tive foi dos diretores brasileiros como Walter Salles e Fernando Merelles, principalmente pela importância que eles tiveram no renascimento do cinema brasileiro.

CM – A linguagem cinematográfica é cheia de atrativos, desde a direção de arte, fotografia, cenografia, câmera, etc... o que você mais gosta de fazer, relacionado à criação de um novo filme?

LS - Acaba que tudo se interliga em algum momento. O segredo é a Direção, Direção de Fotografia e Arte estarem sempre em sintonia. Gosto de fazer a fotografia por diversos motivos. Nela é discutida desde o “tom” do filme até a movimentação dos atores (misen scene), movimento de câmera, cortes, planos seqüências, é tudo uma questão de linguagem que tem que ser bem definida. Uma história pode ser contada de diversas maneiras e geralmente é o diretor e o fotógrafo que decidem isso. Acho que eu como fotógrafo tenho a função de tornar possível (tecnicamente) todas as “viagens” do diretor e roteirista, mas também sugerir coisas que podem facilitar a filmagem ou acrescentar em algo na cena. Gosto de trabalhar com diretores que são abertos a sugestões, que interagem com a equipe, geralmente o filme ganha muito com esse tipo de atitude.

CM – Fale um pouco dos filmes que você participou, qual deles você gostaria de destacar aqui e porque?

LS - Cada trabalho que fiz tem um pouco de mim, isso é, gosto de todos, mesmo os mais simples, por que sei das dificuldades que tive ao faze-los. É sempre muito trabalhoso! Requer uma entrega total até que a obra seja finalizada, deixando de ser sua, ganhando vida própria. Tive o prazer de fazer trabalhos de linguagens bem distintas como foto filme, stop motion, mas se perguntar para 10 cineastas o formato que mais gostam de trabalhar, os 10 vão dizer que nada se compara ao som da película rodando. Os 24 frames por segundo registrando o momento que geralmente é bem ensaiado, falhas representam grande prejuízo. Sendo assim, o filme “Hera” meu primeiro curta 35 mm é o que considero mais importante. Pudemos explorar o que a arte pode oferecer ao extremo, sem realismo. Esse filme foi bem nos festivais abrindo de certa maneira uma porta importante para mim no mercado. Destaco também um trabalho que fiz em Portugal. Uma mini série sobre os Templários. Pude contar com equipamentos HD de ponta que proporcionaram lindas imagens, quase todas feitas em locações incríveis. Filmamos muito em castelos, igrejas romanas, florestas e casas antigas. Foram cinco meses de muito trabalho, as vezes 24 horas sem parar, mas no final tudo sempre vale a pena.


Em portugal, trabalho meticuloso, utilizando equipamento digital de última geração, numa mini-série sobre os templários.

CM – Você trabalhou numa grande emissora de TV depois foi trabalhar na áfrica, que tipo de perspectiva você vê dentro da arte cinematográfica em relação ao Brasil e Angola, por exemplo?

LS - Estamos muito avançados em relação a quase todo o mundo. Os brasileiros se destacam em todos os lugares que vão. Acho que porque trabalhamos muito aqui. Sem hora para acabar. vamos nos especializando em cada função. Não é assim em todos os lugares. Em angola tem muito português fazendo novelas e tv, mas eles não sabem a metade do que os brasileiros sabem ( Mais a questão do “felling”). Em fim, vejo um mercado em angola e áfrica em geral muito promissor. Hoje em dia, além da internet, temos vôos diários para lá. O intercambio de idéias e profissionais está cada vez maior. Conheci muitas pessoas e histórias quando morava lá. Escrevi alguns roteiros e pesquisei outros tantos fatos que gostaria de documentar. 30 anos de guerra é algo que não se apaga facilmente. Pelo contrário. É importante registrar, seja como ficção ou documentário esse passado recente. Fora o passado antigo que é muito rico também. Minha preocupação também é retratar as coisas bonitas que eles tem para mostrar, mesmo diante de tanto sofrimento que o povo africano sofreu e continua sofrendo. Nós brasileiros devemos muito a eles nesse sentido. Saber festejar mesmo diante de tanta corrupção e violência. Onde já se viu um povo ferrado, cheio de dívidas ter uma cultura tão bonita, tantas festas e carnavais. O cinema brasileiro, assim como o africano tem muito futuro se souber beber dessa água cultural rica que brota nesses dois continentes.


Realizado em película, Hera, de Gustavo Beck, é um filme brasileiro onde
Luis Simpson, confessa ter sido uma de suas melhores experiências

CM – Quais são os filmes e autores que te encantaram dentro da sétima arte e que você gostaria de recomendar aos leitores do blog CINE MOSQUITO?

LS - Os filmes iranianos e indianos me surpreenderam muito, mas são tantos os títulos e autores de vários países que acaba indo mais para um lado pessoal. Cada um gosta de um estilo em particular. Sugiro ver tudo o que é possível. O que estiver ao alcance, pois mesmo aquele filme desconhecido e dito como chato por alguns pode te passar uma mensagem legal. Tenho amigos que assistem 3, 4 filmes por dia, se pudesse faria o mesmo.

CM – Quem é Luis Simpson por Luis Simpson?

LS - Hahaha, essa é a mais difícil de responder, até por que eu ainda estou descobrindo isso. O que sei é que não estamos aqui por acaso. Cada um tem uma missão nessa breve vida aqui na terra. Eu sempre me interessei pelos temas ambientais, tive isso muito forte em casa com a minha mãe. Recentemente tenho alguns projetos de documentários nessa área que espero poder ajudar nessa luta desleal na qual estamos vivendo contra os próprios humanos que ainda não acordaram para essa causa.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Vicentini Gomez – São Paulo

Vicentini Gomez é de Presidente Prudente, interior de São Paulo. Ele escolheu viver e exercer sua vida artística na grande São Paulo, hoje, cenário de sua produção e criação artística. Vicentini é uma referência de múltiplas linguagens artísticas. Sendo mímico respeitado e ator consagrado, seu trabalho em TV já é conhecido de nós brasileiros. Atualmente, também cineasta, Vicentini avisa que sua produção,vai bem, obrigado!
Vamos conhecer mais sobre este artista que, em breve, terá seus curtas exibidos no Cine Mosquito além de participação especial na mostra "Cinema Possível no Meio do Mundo" da Universidade Estadual do Amapá.





CINE MOSQUITO - Vicentini, quero te fazer uma pergunta diferente: Todos nós temos um cinema que nos marcou na infância, como naquele filme do Tornatore, “Cinema Paradiso”. Qual foi o teu cinema de infância?
Dá pra você traçar um breve retrato para nós dessa lembrança?


VICENTINI GOMES - A minha infância foi um pouco diferente de muitos de nossa área. Meu Pai era agricultor, e foi um dos desbravadores do norte do Paraná. Foi um dos primeiros cultivadores de “hortelã industrial” do Brasil. Então, vivi até os sete anos de minha vida na roça. Quando completei os sete anos fui estudar em Londrina, no Paraná, onde tive meu primeiro contato com o teatro, um evento de páscoa, a Professora, Dona Cecília, montou um espetáculo e me convidou pra participar. No ano seguinte fui estudar em Presidente Prudente, minha terra natal, e lá, sempre no primeiro domingo do mês, tinha uma matinée infantil. Lá encontrava os amigos, trocava gibis e assistia aos filmes da época. Então, o cine Presidente foi o marco de minha vida na sétima arte.

CM - Sendo um mímico respeitado e conhecido dos brasileiros, você vê interface desta arte com o cinema?

VG - Acho pequeno dividir o potencial das artes. Os campos são ilimitados e estão interligados pelas ações, pela emoção, pela beleza, pela prosa, pelas idéias...

CM – O Vicentini ator é conhecido de todos nós pelos espetáculos que fizeram história em São Paulo “Confidências de Um Espermatozóide Careca” é sempre lembrado, “Picardias do Picadeiro” viajou mundo... Mas você também é conhecido no âmbito do audiovisual, conte um pouco dessa história.

VG - Minha principal formação é direção. Então, a partir desta visão comecei a me entender como ator, depois conheci Ricardo Bandeira que me influenciou grandemente. Depois Bárbara Caster, me fez compreender a amplitude do corpo. Assim, mesclei a mímica clássica com o clown. Enfrentei o preconceito da época sobre as “coisas de palhacinho” e hoje, percebo que fui o precursor de muita coisa no Brasil. Mesmo o “Confidências de um espermatozóide careca”, que ficou doze anos em cartas, e que agora retomo em carreira, juntamente com outros humoristas da época, foi a plataforma dessa moçada que ta fazendo “stand-up”.
Como ator, fiz diversas incursões na televisão, sobretudo na TV Globo, onde representei personagens significativos como “Graça Aranha” em Um Só Coração e “Dom Cornélio” agora recentemente em Malhação, sem esquecer o “mímico” de Kananga do Japão, que funcionava como uma espécie de memória psicológica do personagem representado por Christiane Torloni e o divertido Domingos de Picara Sonhadora, no SBT.
Em 2000 redirecionei a minha vida para o áudio-visual, produzindo filmes curta-metragens, como “O Rio da Minha Terra”, “Paura”, “Sindromãnica!” e “Juqueriquere”, que ganharam diversos prêmios, inclusive internacionais. Agora estou empenhado em documentários científicos como a série “ConsCiência na Cultura”, veiculado pela TV Cultura de São Paulo, e filmes históricos, como o que acabei de produzir: Um épico: “Porto Das Monções”, sobre a história da cidade de Porto Feliz, no interior de São Paulo, marco do povoamento do Oeste Brasileiro.
Está em fase de finalização o filme “Os Caminhos de Sorocaba” um docudrama para Crianças, com linguagem mista, representado por atores mirins, atores e desenho animado em 3D.

CM – Na tua percepção, o que pra você, pode ser considerado um bom filme?

VG - Hoje, apesar das diversas linguagens e possibilidades de se produzir áudio-visual: Com aparelhos celulares e até máquina fotográfica, um bom filme continua sendo aquele que te conduz durante toda a projeção para dentro dele. Deverá ter simplicidade, uma história interessante, com personagens interessantes, trilha interessante e ... tudo de mais interessante, que o espectador possa assistir emocionado, rindo, provocando medo, ou com interesse naquilo que está sendo exibido.

CM – Como você vê o papel nas novas tecnologias dentro da linguagem cinematográfica, hoje?

VG - Como disse, na resposta anterior, será sempre muito bem vindo qualquer tecnologia ou elemento inovador, mas o filme, deverá ter aquilo que é principio do sentimento humano: humor, ternura... e sempre apaixonante em todos os sentidos.

CM – Que filmes você recomendaria para o leitor do blog e freqüentador do cincelube Cine Mosquito?

VG - Papilon foi o filme que mais assisti. Acho que umas vinte vezes e assistiria tantas outras vezes. As Pontes de Madson, Menina de Ouro...

CM – Quem é Vicentini Gomez por Vicentini Gomez?

VG - Um operário da arte: Ator, Autor, diretor, iluminador, produtor... Certa ocasião Alberto Guzik, então crítico do Jornal da Tarde/Estadão, escreveu: “Vicentini, um camaleão do teatro”. E eu gostei desta definição.

Para navegar no site de Vicentine Gomez (clique aqui)
Para assistir o filme de Vicentini Gomez "O DIA EM QUE EU MORRI"! (clique aqui)

quarta-feira, 4 de março de 2009

RAVI ARRABAL – Cabo Frio /RJ

Jornalista, ator e apaixonado por cinema, Ravi Arrabal é antenado e atuante. Vamos conhecê-lo um pouco nesta entrevista curta.

Ravi Arrabal - 2009

Cine Mosquito - Ravi, fico curioso em saber qual é, de fato, a relação que a tua geração tem com o cinema enquanto arte e linguagem, fale um pouco disso!

Ravi ArrabAl - A minha geração, pelo menos a nascida após 85, tem uma relação muito intensa com o cinema. Nós vimos crescer o advento das babás eletrônicas, e muitos de nós fomos criados de olho na tela de tv acompanhando, mesmo que por osmose, todas as (re)-evolucões digitais. Enquanto arte temos o cinema como um espelhamento de nossas relações cotidianas, quando muitos se vêem nos personagens ali na tela, ora adotando para si, gostos, gestos, trejeitos, vícios, falas.
Enquanto linguagem, nos apropriamos de seu caráter não linear, cortes secos, mudança de planos e ação. Muita ação. Seja nas relações não lineares via MSN, seja na constante busca por diversos estímulos. O cinema trouxe para nós um mundo compartilhado, baseado em simulações.

CM – Fala um pouco da tua experiência com o audiovisual.

RA - Comecei ainda quando criança, brincando com câmeras vhs, s-vhs. Eu e o Mainhard gastávamos nossas tardes fazendo pequenos filmes simplistas, e também em casa fazendo truques de mágica com meus irmãos (tudo baseado no stop-and-go da câmera). Também por fazer teatro, sempre estive muito ligado e interessado em artes dramáticas, buscando conhecer e ler de tudo um pouco. Com o passar dos anos, fui me aprimorando sensível e tecnicamente, até que surgiu a vontade/necessidade de começar a praticar aquela até então brincadeira com um pouco mais de seriedade. Mesmo que só um pouco. Hoje em dia tenho tido oportunidade de por em prática todas essas questões sensíveis, e junto à parcerias fundamentais, construir um pouco da história do cinema de Cabo Frio.

CM – Fale um pouco do panorama cinematográfico de Cabo Frio.

RA - A cidade está passando por um momento interessantíssimo, com o surgimento recente de diversos grupos e amantes do cinema, que estão buscando explorar diversas linguagens, especialmente no âmbito dos curta-metragens. Há uns anos, o único que se poderia considerar cineasta era o ex-secretário de cultura Milton Alencar, que apesar de ter um cargo que cabia um ação efetiva, pouco incentivou a prática e o aprendizado desta arte na cultura cabofriense. À partir daí, muitos por iniciativa pessoal, começaram individualmente a dar os seus primeiros passos. Nesses últimos 2, 3 anos, o surgimento do Taberna Filmes, do projeto Cinema Possível, os cineclubes organizados pela TRIBAL (Cinetribal), mais a chegada de outros cursos e oficinas de cinema (Oficina Tela Brasil e Humano Mar) tem impulsionado e divulgado ainda mais esse "cinema novo" cabofriense!

CM – Quem são ou foram seus filmes e cineastas preferidos?

RA - Pergunta cruel. Impossível de responder... Me pergunto isso todo dia, e não consigo fazer uma lista, um top 10. Seria injusto, e deixaria muito filme e cineasta bom de fora! rsrs

CM – Quem é Ravi Arrabal por Ravi Arrabal?

RA - Um móbile solto no furação.
Comunidade no orkut do cinemosquito (clique aqui)